Os brasileiros estão acostumados a ver políticos aproximarem-se de igrejas e proferirem discursos repletos de menções a Deus no período eleitoral, mas o estilo de Chris Tonietto certamente será uma novidade para os que tendem a rotular políticos religiosos sempre com o mesmo e menosprezado estereótipo. A advogada católica de 27 anos, eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro, será uma das atrações do 4º Kairós Macaé, que acontece no próximo dia 28 de setembro, no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho.

Sem nenhum receio de críticas, Chris é enfática ao destacar a necessidade do Brasil “reconhecer Cristo como Rei de nosso país”, dever que leva à cabo com o auxílio simbólico da frase “Viva Cristo Rei”, cheia de significado para os conhecedores da história católica na América Latina, e à qual ela recorre com bastante frequência.

Chris é integrante do Centro Dom Bosco (CDB), entidade cultural de inspiração católica, liderada por leigos, cuja influência nacional é notoriamente crescente. Foi motivada principalmente pelos amigos do CDB que Chris decidiu encarar a disputa eleitoral e tornar-se uma voz ativa nos debates públicos sobre temas que são tão caros aos cristãos. Em agosto de 2018, por exemplo, Chris confrontou cara a cara o ministro Roberto Barroso, do STF, quanto à sua posição favorável à legalização do aborto. O episódio ocorrido num evento no Rio de Janeiro foi filmado e viralizou por semanas nas redes Pró-Vida.

A deputada foi citada pelo blog italiano All Christian por defender ideais católicos na política brasileira. Segundo o artigo, Chris está envolvida em um “esforço para purificar o Brasil da ideologia socialista e da doutrinação do pensamento neo-marxista, com particular atenção à ideologia de gênero”. O site também faz referência à deputada como alguém que utiliza como base, o conhecimento da doutrina católica, a prática da piedade, além de dar atenção especial à recepção regular dos sacramentos.

Vale lembrar que além da defesa da vida e do catolicismo, uma das grandes ações iniciadas por Chris Tonietto nos primeiros meses de mandato foi movimentar o parlamento para abertura de uma CPI que investigaria o Foro de São Paulo, fundado em 1990 por Lula e Fidel Castro, que reúnem partidos e organizações de esquerda revolucionária na América Latina.

Texto: Luciane Salles/Pascom Santo Antônio

Foto: Divulgação

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